Novo tipo de bateria pode revolucionar o mundo da energia

Um tipo de bateria conhecida como uma bateria de fluxo, tem sido considerado como um provável candidato para armazenar energia renovável intermitente. Porém, os tipos de líquidos que poderiam produzir a corrente elétrica eram inviáveis financeiramente por diversos motivos.

O professor assistente de ciência e engenharia de materiais de Stanford Chueh, e seus alunos Antonio Baclig e Jason Rugolo, decidiram testar o sódio e o potássio, que quando misturados formam um metal líquido à temperatura ambiente, esse líquido então seria usado como fluído pelo lado negativo da bateria. Essa mistura é 10 vezes mais potentes que outras utilizadas em testes para a criação da bateria de fluxo.

Para usar o lado negativo da bateria o metal líquido, o grupo encontrou uma membrana cerâmica feita de óxido de potássio e alumínio para manter os materiais negativos e positivos separados, enquanto permite que a corrente flua.

Os dois avanços juntos mais do que dobraram a voltagem máxima das baterias de fluxo convencionais, e o protótipo permaneceu estável por milhares de horas de operação. Essa tensão mais alta significa que a bateria pode armazenar mais energia que para seu tamanho, o que também reduz o custo de produção da bateria.

“Uma nova tecnologia de baterias tem tantas métricas de desempenho diferentes para atender: custo, eficiência, tamanho, vida útil, segurança, etc.”, disse Baclig. “Achamos que esse tipo de tecnologia tem a possibilidade, com mais trabalho, de atendê-las, e é por isso que estamos empolgados com isso.”

Eles também experimentaram quatro líquidos diferentes para o lado positivo da bateria. Os líquidos à base de água degradaram rapidamente a membrana, mas eles acham que uma opção não baseada em água melhorará o desempenho da bateria.

 

 

Texto por João Lucas Berlinck

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