Pra trás para pegar impulso, sim!

 

Na vida, o mais importante é que você encontre seu lugar, sua profissão, seus ideais, seus hobbys. Caminhar por um caminho que lhe disseram ser o melhor não trará satisfação, você precisa descobrir por si só qual seguir e se ele ainda não existir, CRIE!

Terminada a breve filosofia quero usar das minha experiências para ajudar quem esteja lendo este texto, talvez pessoas aflitas e confusas com o futuro, como eu estava em 2016, no último ano de Engenharia de Controle e Automação na UNIFEI. As matérias já estavam quase acabando, o TFG bem encaminhado e já havia feito estágio em uma empresa incubada da INCIT.

Momento ideal para dar aquele ‘gás’ na reta final e partir pra vida profissional?

Não foi bem assim, o mercado não ia bem, as vagas de emprego em baixa, os programas de estágio chamando um menor número de pessoas, daí então decidi que não iria entregar meu relatório de estágio para tentar vaga uma empresa que tivesse chances de efetivação após o estágio.

Começava a saga de formulários, testes online, dias enviando o CV até que fui chamado para dinâmica da Embraer, emoção vai a mil, afinal, quem não gostaria de um estágio na Embraer!? Resumindo, depois de uns 20 dias de idas e vindas à São José dos Campos, finalmente fiz a entrevista com o gestor da área, em seguida, vieram 3 meses de silêncio, emails não respondidos, RH sem fornecer informações sobre o resultado, foi quando entreguei o relatório do estágio que havia feito, apresentei meu TFG e no dia 05 de setembro colei grau.

Duas semanas depois recebo a ligação do gestor da Embraer, a boa notícia? Havia passado para uma das duas vagas que tinham, a má notícia? Já era engenheiro, não podia ocupar vaga de estágio, deveria recomeçar todo processo para tentar trainee. Devem imaginar o turbilhão de pensamentos que foram os dias seguintes, pois nesse momento havia deixado de ser um estudante e era um desempregado!

Os meses seguintes foram de reflexão, comecei algumas matérias do mestrado em Elétrica, buscava por vagas de emprego, tive conversas com a família e aqui vem o ponto alto da história, resolvi voltar atrás e recomeçar, sentar novamente na cadeira do cursinho e estudar para Medicina, ao leitor, peço calma, não era maluquice minha, vou explicar. Em 2012, após as provas do segundo semestre veio o desespero, a desilusão com o curso e a vontade de largar tudo, EDO, Probabilidade, cálculo II e III era só cacetada nas provas. Conversei com a família, expliquei o que sentia e me incentivaram a não largar o curso, que era melhor terminar, afinal já tinha feito 2 anos. E acabou que depois vieram outros 4 anos, e aqui, voltamos para 2016 ( De volta para o futuro) e a minha decisão de tentar Medicina.     

O ano de 2017 passei no cursinho, reaprendendo a estudar o ano todo e não somente às vésperas das provas, pegar o ritmo levou algum tempo, nada impossível. Nesse mesmo ano, comecei um pequeno negócio, que hoje é minha fonte de renda ( assunto pra um próximo encontro). Atualmente, eu curso medicina aqui em Itajubá e ainda estou me acostumando com a ideia do novo curso e para minha surpresa encontrei um veterano de ECA 2006 que está na minha sala, trabalhou alguns anos no petróleo e agora é bixo da medicina, assim como eu.

Mas que diabos você leitor vai aproveitar de toda essa baboseira que eu disse? Bem, sentar em uma mesa de bar e decidir o que vai escolher do cardápio já é algo difícil, imagine alguém de  17 anos que precisa escolher os cursos e profissões de suas vidas! Quero que todos possamos reavaliar nossas decisões e não tenhamos medo de mudar, não é vergonha dar alguns passos para trás e escolher um novo caminho ,afinal, nossa estrada somos nós que vamos construindo e cada coisa que vivemos vai estar pra sempre nas nossas características, nossas vivências só aumentam, não se substituem, sempre se complementam!

 

 

Texto por Gustavo Duarte

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