Sirius, um acelerador de elétrons no Brasil

A primeira parte do Projeto Sirius, um laboratório de luz síncrotron,foi inaugurada em Campinas nesta quarta-feira. A estrutura vai ser capaz de analisar diferentes materiais em escalas de átomos e moléculas. Ela pode revolucionar a pesquisa brasileira e internacional em várias áreas, como saúde, agricultura e exploração do petróleo. Os pesquisadores vão começar a trabalhar no laboratório no segundo semestre de 2019, e a conclusão total da obra está prevista para 2020. Mas então, como funciona tudo isso??

Estrutura

São 68 mil metros quadrados de área construída, mais de 900t de aço e 1 mil KM de cabos elétricos. A circunferência é de cerca de 518 metros, para o acelerador principal. São mais de 4 mil computadores e 8 mil pontos de controle.

A construção é formada por estações de pesquisas, o Booster, Anel de armazenamento, Canhão de elétrons e o Linac.

Estação de pesquisa – Área de análise dos testes e onde ficarão os responsáveis e estudiosos do projeto.

Booster – Acelerador circular que ajuda a dissipar os elétrons quase na velocidade da luz.

Canhão de elétrons – Como o próprio nome já diz, o aparelho lança elétrons em um percurso de mais de 500 metros (dentro do booster).

Anel de armazenamento – São os campos magnéticos que desviam a luz síncroton produzida para as estações de pesquisa.

Linac – Ele tem como função ajudar no processo como um acelerador linear.

Áreas que o Sirius pode ajudar

Saúde – Permitindo o melhor estudo do cérebro humano e ajuda em desenvolvimento de tratamentos e medicamentos.

Energia – Desenvolvimento de novas baterias com maior duração e menor custo.

Óleo e gás – O estudo de rochas pode diminuir os custos e aumentar a produção desses materiais.

Agricultura – Pode ajudar no descobrimento de novas tecnologias para o solo e melhor conhecimento dele.

Fonte: Lnls;

Texto escrito por João Lucas Berlinck

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