Tá Escrito

 

Contarei um pouco da minha experiência até chegar na Unifei em 2016, isso envolve todo o processo do vestibular e das indecisões na hora de decidir, como muitos dizem, o FUTURO.

Saindo do ensino médio me deparei com o ENEM. Como todos sabem, aquela prova extensa e, na época, mal formulada. Fui fazê-la e minha nota não dava nas universidades que queria. Na época, desejava cursar engenharia civil. Aguardei diversas listas de espera e fui chamado em algumas universidades (uma delas era a UNIFEI). Isso aconteceu em 2012.

Me deparei com uma angústia enorme ao me ver dentro de uma universidade de ponta, mas que já tinha começado as aulas fazia algumas semanas. Tudo isso aliado a indecisão sobre que curso fazer. Recuei e não fui. Passei o ano de 2012 estudando em minha cidade num cursinho local. No final do ano prestei alguns vestibulares e decidi fazer as provas de universidades paulistas. Como alguns amigos estudavam em Ribeirão Preto – SP, passei quase dois meses lá realizando as provas e frequentando o cursinho que eles estudavam.

Percebi que havia uma defasagem imensa de conhecimento dos locais que estudei em minha cidade em relação ao cursinho ribeirão-pretano. Decidi que no ano de 2013 estudaria lá. Esse foi um dos momentos de maior insegurança que tive. Sempre morei com meus pais, numa cidade relativamente pequena (Varginha, MG) e iria para Ribeirão Preto, que tem mais de 660 mil habitantes morar sozinho.

Passei dois anos em ribeirão e no meio do primeiro ano, decidi que começaria a prestar medicina. Sofri grandes influências de amigos, do cursinho (USP ribeirão tem medicina), do que estava passando em casa e do contato que tive com crianças adoecidas. Naquele momento acreditava que era minha vocação.

Ao final do segundo ano em ribeirão, não havia passado em nenhuma universidade de medicina. Sempre ficava dois/três pontos da nota de corte. Porém, a rotina de cursinho era extremamente exaustiva. Dividia apartamento com um amigo e estudávamos cerca de 15/16 horas por dia. Totalmente desmotivado e puto da vida, resolvi voltar para minha cidade.

Em 2015, montei uma rotina de estudos em casa e fazia redação e inglês por fora. Seguia com a mesma quantidade de horas de estudos diários. Geralmente, paga-se as inscrições dos vestibulares no meio do ano, então destinei todos à medicina. Precisei de muita disciplina para manter as matérias em dia, porque estudar em casa tem suas distrações.

A partir do segundo semestre de 2015, tudo o que eu imaginava sobre a medicina, começou a desmoronar. Eu estava idealizando situações na profissão que não condizem com o que eu sou. Mas, só fui perceber isso depois de tudo que vivi nos anos de vestibulares. Engenharia sempre foi minha paixão e aprendi, com toda experiência que tive, que pessoas também são minha paixão. Situações que definiram o curso que faço hoje.

Ao fim de 2015, fui aprovado em alguns vestibulares de medicina. Mas eu sabia que não era o que queria, e, FINALMENTE, decidi. A Unifei sempre esteve ao meu lado em todos esses anos, tinha nota para ingressar e sempre ficava pensando, de forma bem rápida, porque eu não estou lá? Então, em 2016 passei e hoje sou extremamente grato por estar na Unifei e por fazer Engenharia de Produção.

O maior sentimento que tenho de todo esse processo de autoconhecimento e descobertas é a GRATIDÃO. Digo isso pois nesses anos de muitos estudos, muitas dificuldades e indecisões foi onde obtive o maior crescimento pessoal. Aprendi que cada pessoa tem seu papel a cumprir e esse papel só é entregue na hora certa. Diversas situações que passamos no dia a dia são necessárias para que cresçamos cada vez mais. Conheci pessoas que levarei para a vida toda e ao mesmo tempo conheci pessoas durante cinco minutos, mas que deixaram uma mensagem que, também, levarei para toda vida.

Um dos episódios de uma série que assisti na NETFLIX dizia que a vida está entre duas coisas que não existem, nosso passado não existe mais e não sabemos o que esperar do futuro. Ou seja, a única coisa que temos é o presente. Porque então não tirar proveito de tudo que acontece nele. E quando digo isso me refiro a pequenos gestos, um simples bom dia basta.

De forma paralela, aprendi muito também com coisas ruins. Todo esse caminho árduo me mostrou que a persistência e acreditar no seu potencial são as principais chaves para que você se supere os problemas e mostre para VOCÊ o quanto você é especial. Como diria um dos maiores pensadores da história do país, GRUPO REVELAÇÃO:

 

“Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora
É dia de sol, mas o tempo pode fechar
A chuva só vem quando tem que molhar
Na vida é preciso aprender
Se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar”

 

Obrigado por poder compartilhar parte do que vivi e aprendi.

 

 

Texto por Felipe Mira

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